Tráfico de Drogas ou Uso Próprio? A importância da desclassificação em SP

Em São Paulo, as abordagens policiais envolvendo entorpecentes são diárias. O grande problema é que a interpretação da lei, muitas vezes, é subjetiva: a mesma quantidade de droga que faz alguém ser liberado como usuário em um bairro nobre pode levar à prisão por tráfico em uma região periférica.

Se você ou um familiar foi detido, entender a diferença entre o Artigo 33 (Tráfico) e o Artigo 28 (Uso) é a chave para a liberdade.

1. Como a Polícia define quem é traficante?

Muitos acreditam que existe uma “quantidade mínima” de droga para ser tráfico, mas a lei brasileira não define um peso exato. O delegado e o juiz analisam um conjunto de fatores:

  • Circunstâncias da prisão: Onde a pessoa estava?
  • Objetos apreendidos: Havia balança de precisão, embalagens plásticas ou muito dinheiro trocado?
  • Natureza da droga: O tipo de substância e como ela estava acondicionada.

2. A Estratégia da Desclassificação

O principal objetivo de um advogado criminalista experiente é a desclassificação do crime.

O que isso significa? Convencer o juiz de que a droga era para consumo pessoal. Enquanto o tráfico tem penas que partem de 5 anos de prisão, o porte para uso não gera prisão, resultando apenas em medidas educativas ou prestação de serviços.

3. O “Tráfico Privilegiado”: Uma chance de liberdade

Mesmo quando a venda é comprovada, nem tudo está perdido. Existe a figura do Tráfico Privilegiado. Se o réu preencher estes requisitos, a pena pode ser reduzida drasticamente e o regime fechado pode ser evitado:

  1. Ser réu primário;
  2. Ter bons antecedentes;
  3. Não se dedicar a atividades criminosas;
  4. Não integrar organização criminosa (como o PCC).

4. A importância da Audiência de Custódia na Barra Funda

Em São Paulo, a maioria dos flagrantes de tráfico é levada ao Fórum da Barra Funda. É neste momento que o advogado deve combater a narrativa policial. Muitas vezes, o depoimento dos policiais é a única prova. O papel da defesa é apontar contradições e demonstrar que a pessoa tem trabalho e residência fixa, combatendo o pedido de prisão preventiva do Ministério Público.

Conclusão: Uma defesa técnica evita condenações injustas

O estigma de “traficante” pode destruir a vida de um jovem ou de um trabalhador. Por isso, a abordagem jurídica deve ser técnica, rápida e focar nos detalhes que a polícia muitas vezes ignora.

Teve um familiar preso por tráfico de drogas em São Paulo? Atuamos com plantão 24h para flagrantes e audiências de custódia. Nossa estratégia é focada na liberdade imediata e na desclassificação da conduta, garantindo que o direito de defesa seja exercido com rigor.

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